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Ex-prefeito do Recife começa a “desidratar” nas pesquisas e acende alerta no PSB

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Na política, liderança não é garantia de estabilidade e Pernambuco está mostrando isso mais uma vez.

O ex-prefeito do Recife, João Campos, ainda aparece na frente na disputa pelo Governo do Estado, mas os números mais recentes já acendem um sinal de alerta claro: a vantagem está encolhendo, e o cenário já não é mais confortável como antes.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28) mostra João Campos com 42% das intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra aparece com 34%. 

“Até aqui, tudo parece sob controle. Mas o problema não está no número absoluto, está na trajetória.”

A queda que ninguém quer admitir

Em levantamentos anteriores, João Campos chegou a ter uma vantagem muito mais folgada. Agora, essa diferença caiu para apenas 8 pontos percentuais. Na linguagem popular: está “desidratando”. E em política, quando começa a perder gordura eleitoral, dificilmente é por acaso.

O efeito Raquel Lyra

Enquanto João Campos perde fôlego, Raquel Lyra cresce e isso não é coincidência. A mesma rodada da Quaest aponta que o governo da atual governadora tem 62% de aprovação, um número relevante para quem busca reeleição.

Ou seja: De um lado, um candidato consolidado. Do outro, uma gestora com máquina na mão e aprovação consistente. Esse tipo de combinação costuma reduzir distâncias rapidamente. O desgaste invisível, mas o que explica essa “desidratação”? Nos bastidores, três fatores aparecem com força, o excesso de favoritismo é um deles.

João Campos entrou na disputa como franco favorito. E política tem uma regra silenciosa,
quem começa muito na frente vira alvo de todos. Falta de enfrentamento direto, enquanto Raquel Lyra governa e ocupa espaço institucional, João ainda transita mais no campo político e simbólico. Isso cria uma percepção de “menos entrega” fora da capital. Terceiro e último aspecto, o interior pesa (e muito).

Eleições em Pernambuco não se ganham apenas no Recife. E é justamente fora da Região Metropolitana que a disputa começa a equilibrar. O jogo virou? Ainda não. Mas mudou. É importante deixar claro: João Campos ainda lidera. Mas já não lidera com folga. E isso muda tudo. Uma vantagem que já foi confortável agora entra na zona de risco principalmente considerando que: 41% dos eleitores ainda admitem mudar o voto, o cenário ainda está em construção. Ou seja, tem muita água pra rolar.

O recado das pesquisas

A pesquisa não diz quem vai ganhar. Mas diz algo importante: a eleição deixou de ser previsível. E talvez esse seja o ponto central. João Campos ainda é o nome a ser batido. Mas, pela primeira vez, começa a parecer… alcançável e com certeza menos imbatível.

O levantamento ouviu 900 eleitores em Pernambuco entre os dias 22 e 26 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-08904/2026.

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