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FIM DA ESCALA 6X1 AVANÇA NO SENADO E ENTRA NA RETA FINAL: PEC AGORA DEPENDE DO PLENÁRIO

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CCJ aprovou nesta quarta-feira o texto que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado; proposta ainda precisa passar por dois turnos de votação no Plenário do Senado.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 entrou nesta quarta-feira (2) em sua fase mais decisiva. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial.
Com a aprovação, a proposta deixa as comissões e segue para o Plenário do Senado, onde precisará ser aprovada em dois turnos para alterar a Constituição. A CCJ também aprovou um requerimento para que a matéria tramite em calendário especial, encurtando os prazos regimentais.
SENADO FEDERAL PAINEL DE ACOMPANHAMENTO LEGISLATIVO
● VOTAÇÃO CONCLUÍDA
PEC 221/2019

Fim da escala 6x1

CCJ aprova proposta e matéria avança para o Plenário do Senado

Resultado na CCJ

APROVADA
Votação simbólica
A aprovação ocorreu por votação simbólica. Foram registrados 4 votos contrários.

Contrários registrados

4
Senadores com voto contrário registrado

Jornada atual

44h
horas semanais máximas

O que a PEC propõe

40h
jornada semanal
2
dias de repouso remunerado
R$ 0
redução salarial prevista
O texto prevê redução gradual da jornada, sem redução de salário.

Próxima votação

49
votos necessários no Senado
3/5
81 senadores
49 votos = quórum constitucional

Quórum constitucional no Plenário

49 /81
0 votos 60,5% 81 senadores
A aprovação na CCJ não encerra a tramitação. A PEC ainda precisa ser votada pelo Plenário em dois turnos.

O caminho até virar regra constitucional

CCJ

Texto aprovado em 2 de setembro de 2026.

1

Plenário — 1º turno

Mínimo de 49 votos.

2

Plenário — 2º turno

Novamente, 49 votos.

Promulgação

Se aprovada sem alterações.

O QUE ACONTECE AGORA?

A CCJ abriu o caminho. A decisão final está no Plenário.

49 votos × 2 turnos

A PEC precisa alcançar o quórum constitucional nos dois turnos.

PEC 221/2019 • CCJ • Senado Federal • 02/09/2026
Dados legislativos baseados nas informações oficiais divulgadas pelo Senado Federal.

A aprovação na CCJ, portanto, ainda não significa o fim da escala 6×1. O próximo passo será decisivo.

O que muda com a proposta?

O texto aprovado estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, limite de oito horas diárias, dois dias de repouso semanal remunerado, preferencialmente um deles aos domingos, e manutenção dos salários.
A mudança será implementada de forma gradual, permitindo um período de adaptação para trabalhadores e empresas.
O relatório foi apresentado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), que rejeitou as 36 emendas apresentadas durante a tramitação no Senado e manteve o texto aprovado pela Câmara.
Como a proposta chegou até aqui
A PEC 221 foi apresentada em 2019 pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). O debate ganhou ainda mais força em 2025, com a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que defendia uma jornada de quatro dias e limite de 36 horas semanais.
As duas propostas passaram a tramitar juntas na Câmara em 2026.
Após debates e audiências públicas com trabalhadores, empresários e especialistas, a Câmara aprovou a proposta em maio com ampla maioria: foram 472 votos favoráveis contra 22 no primeiro turno e 461 contra 19 no segundo.
Em agosto, a PEC chegou ao Senado. Omar Aziz assumiu a relatoria e optou por manter integralmente o texto aprovado pelos deputados.

Agora, a decisão está no Senado

Com a aprovação da CCJ, o principal desafio passa a ser conquistar os 49 votos necessários em cada um dos dois turnos no Plenário.
Se o Senado aprovar exatamente o mesmo texto que veio da Câmara, a proposta poderá seguir para promulgação pelo Congresso Nacional.
Caso os senadores façam alterações, a PEC terá de retornar à Câmara para uma nova análise.
O Senado também aprovou um calendário especial para tentar acelerar a tramitação, mas a inclusão da matéria na pauta do Plenário ainda depende da direção da Casa.

O que está em jogo?

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ultrapassou os limites do Congresso e se tornou um dos principais debates sobre relações de trabalho no país.
Defensores da mudança argumentam que uma jornada menor e dois dias de descanso podem melhorar a qualidade de vida, a convivência familiar e até a produtividade.
Já setores empresariais alertam para possíveis impactos nos custos, na organização das escalas e em atividades que funcionam todos os dias.
A proposta, porém, não determina que empresas deixem de funcionar aos sábados, domingos ou feriados. A mudança é na jornada individual do trabalhador.
Depois de anos de tramitação, a PEC chega agora ao seu momento mais importante.
A Câmara já disse sim. A CCJ do Senado também.
Agora, a decisão está nas mãos dos 81 senadores.

Se alcançar 49 votos nos dois turnos e for aprovada sem alterações, a redução da jornada e os dois dias de descanso poderão finalmente se tornar uma nova regra constitucional para os trabalhadores. brasileiros.

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