Artista plástico olindense, autodidata e com mais de cinco décadas de trajetória, Carlos Santana fez da própria casa um espaço de criação, memória e expressão artística em plena rua Prudente de Morais, 320, Carmo, Olinda-PE.
A cidade patrimônio da humanidade é conhecida por inspirar artistas das mais diferentes linguagens, algumas casas ultrapassam a função de moradia e passam a fazer parte da própria paisagem cultural. É o caso da residência do artista plástico Carlos Santana, que transformou o espaço onde vive em uma verdadeira extensão de sua produção artística.
A relação de Carlos com a arte começou há cerca de 50 a 55 anos. Ainda jovem, ele foi influenciado pela convivência com outros artistas que faziam de Olinda um grande laboratório de criação.
“Eu convivi com dezenas de artistas e aí a gente vai se envolvendo, se envolvendo e cria o estilo e continua a arte, que não pode morrer.”
Diferentemente de uma formação acadêmica tradicional, Carlos construiu sua trajetória de maneira independente. Ele se define como autodidata e afirma que nunca buscou seguir uma escola ou uma linha artística específica.
“Eu não pensei em seguir ninguém, linha nenhuma, nem nada catedrático. Eu sou autodidata”, explica.
Uma casa que também é ateliê…
O resultado dessa trajetória pode ser visto nas paredes, objetos e elementos que compõem a residência. A casa ganhou características próprias e se tornou parte inseparável da identidade artística de Carlos.
O espaço é conhecido como Ateliê Dona Zefa, nome pelo qual seu trabalho também pode ser encontrado nas redes sociais.
Segundo o artista, suas obras já alcançaram diferentes lugares do mundo. O ateliê atualmente não está aberto ao público, mas existe a intenção de reabrir o espaço futuramente, reunindo novamente suas peças e trabalhos. Além das obras produzidas em seu próprio espaço, Carlos também trabalha com intervenções artísticas em paredes e ambientes, incluindo peças em alto-relevo e efeitos tridimensionais.
“Pode contratar. Nada impede. A gente faz isso em outros locais. Mas geralmente eu costumo ficar por aqui mesmo”, conta.
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